terça-feira, 15 de maio de 2007

Educação em greve em Goiás.


A rede de ensino do Estado de Goiás está em greve, mais uma vez, desde o dia 04/05, e vem reivindicando:
- reposição salarial de 20,31%;
- pagamento dos salários dentro do mês trabalhado;
- convocação dos aprovados no último concurso da Educação;
- assinatura das promoções verticais e horizontais, como lhes é de direito pelo Estatuto do Magistério Público Estadual;
- reforma imediata das escolas, vez que várias correm o risco de desabamento;
- repasse dos recursos da merenda escolar para o ensino médio.

Diante do quadro acima apresentado a situação educacional em Goiás é preocupante e cumpre refletir sobre do movimento. É ele um ato político ou trabalhista? Respondo: ambos. Senão vejamos:

A campanha política do governador eleito de Goiás foi considerada a terceira mais cara do Brasil. Obviamente não houve investimento na conservação das estruturas físicas da rede pública de ensino, nem pagamento dos salários no mês trabalhado, nem repasse de verba da merenda escolar.

A não convocação dos aprovados no último concurso (12/2005) também é um ato político, pois os apadrinhados políticos e não-concursados foram mantidos nos cargos, como também os contratados temporariamente.

O absurdo maior se verifica no não repasse das verbas destinadas à merenda escolar do ensino médio, o que vem ocorrendo desde o mês de dezembro/2006, comprometendo o desempenho escolar dos alunos.

A movimentação dos trabalhadores da educação é também um ato trabalhista, pois todo trabalhador tem, entre outros, o direito ao salário no mês trabalhado, como consta na Carta Magna e na CLT, como também tem o direito à greve, como todo cidadão brasileiro trabalhador e que paga seus impostos. Estes, aliás, são pagos rigorosamente em dia.
Uma reivindicação do movimento grevista, é a assinatura das promoções, em número de 3000 (três mil), a que os professores fazem jus, como prevê o Estatuto do Magistério Público Estadual e que não vem sendo concedido, provocando perdas salariais significativas, afetando diretamente o desempenho profissional, pois nenhum trabalhador produz com qualidade quando desmotivado.

O que é profundamente lastimável, é que segundo o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás – SINTEGO, Profº. Domingos Pereira da Silva, licenciado em História, a paralisação já conta com 85% de adesão em todo o Estado, prejudicando o ano letivo em curso, e, provavelmente será cobrado a reposição das aulas.

Segundo ainda o Profº. Domingos, a recomendação da entidade é o respeito ao patrimônio público e à não agressão a professores que não queiram aderir à greve.
O Profº. Domingos demonstra preocupação na recusa por parte da Secretaria em negociar e espera a intermediação de uma Comissão da Assembléia Legislativa juntamente com o Ministério Público para viabilizar o atendimento de pelo menos a regularização do pagamento dos professores, a assinatura das promoções e o repasse da verba da merenda escolar do ensino médio.

A Secretaria de Estado da Educação tem declarado que reconhece como legítima as reivindicações dos professores, mas que o Governo não dispõe de recursos para a reforma das escolas nem para a recomposição do salário da categoria. Aliás, como sempre!

Brigitte Luiza é professora e bacharel em direito. Gosta de literatura, música, filmes, filosofia. Pós graduada em Gestão e Políticas Públicas.É de Goiana, descendente de alemães e poloneses.É católica,não carismática. É também colaboradora do site Overmundo.

7 comentários:

suzana disse...

É uma realidade triste e presente há muito. Impressionante como a educação é usada e abusada nas promessas de campanhas, é igualmente impressionante como os respectivos prometedores se utilizam da ignoração populacional perante a constituição e/ou leis complementares e prometem projetos e reinvidicações como se fossem dávidas proferidas do céu. Coitado de nosso Santo Frei Galvão!!!!

suzana44 disse...

Vários são os governos que utilizam a temática de Hittler, e é o que parece com o estado de Goiás,claro!O que é mais fácil,enganar um faxineiro que possui apenas a 4ªsérie do ensino fundamental, ou um desembargador formado em direito somados as suas pós graduações e mestrado?Ou a popluação luta por seus direitos ou seremos analfabetos desde já!

junior disse...

Na minha opiniao o governo faz uso daquilo que e direcionado aos educadores do nosso estado para fins pessoais como viver em pleno luxo enquanto o barco afunda a estadia deles nesse navio que se chama Brasil esta acabando...
quero que todos os politicos que fa;ao uso dessis e outros beneficios ilegais que se fodam....OtariOsss

marquinho disse...

o é que única classe que entre de greve e agrada a gregos e troianos é a educação. fica feliz o aluno por não precisar ir à escola, os pais por terem seus filhos por perto para substituílos em eventuais tarefas do lar, o professor que não precisará ir ao trabalho ( ao menos por enquanto).
e por fim - não menos importante - o governo; afinal, melhor que a hipócrita educação que eles nos oferecem é terem-nos fora dela. ÊH vida de gado!!!!

Terezinha Caetano disse...

O Sr. Governador Alcides é culpado por essa pendência e o mesmo não se preocupa com a sutuação de nossos filhos e alunos, piorou dos funcionários em geral...Professores mal remunerados nunca vão ter condições de poder dar uma aula de boa qualidade. O preofessor deveria ser bem pago, pois é ele que educa toda classe de pessoas.No entanto o Gornador não enxerga a situação do professores e funcionários administrativos em geral... Não preocupa com o futuro dos nossos filhos!... Como pode avaliar o Governador que foi nos apresentado na eleição passada pelo Governado Marcone Perillo. marconi garantiu para a população que votassem no Alcides, pois ele garantia que seria para o povo goiano um ótimo gornador. Cadê agora é hora do Marconi Perillo chegar dar uma cutucada no Alcides, porque o que ele declarou até hoje não aconteceu! E o pior de tudo é que o povo não esqueceu!!!Então em nome dos pais de alunos das Escolas Estaduais, e alunos, e funcionários venho através deste fazer o meu apelo para que o Senhor Alcides e o Senhor Marconi Perillo conceda o aumento necessário asos trabalhadores da Educação, até mesmo uma cesta Básica, pois tem muitos professores ganhando menos do que um aposentado rural, que não sabe nem escrever o nome. Então vejo quer existe professores passando fome com suas famílias, pois o salário não é suficiente, para pagar, aluguel, pagar conta na farmácia, mercado e outros.... Pelo amor de Deus a sociedade espera uma solução o mais rápido possível. Pra que tanta desigualdade salarial? Veja bem, o professor faz faculdade, faz Pós graduação, afaz outros cursinhos, nunca para de estudar pra não ganhar recompensa!!!
Atenciosamente

Terezinha Caetano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
betinha disse...

Alguém já recebeu o seu salário de professor esse mês pq veio cortado!!!que vergonha!!!